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2012 |
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[Ricardo de Oliveira |
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O Iluminismo
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a obra “O Espírito das Leis”, publicada em 1748, Montesquieu, um dos filósofos iluministas, registrou sua maior contribuição para a formação da sociedade contemporânea: a teoria da separação dos poderes. Segundo ele, para evitar um governo despótico, o poder deveria ser dividido em três partes autônomas: o Poder Legislativo (responsável pela elaboração das leis e representado pelas câmaras de parlamentares), o Poder Executivo (responsável pela administração do território e concentrado nas mãos do monarca ou regente) e o Poder Judiciário (responsável pela fiscalização dos cumprimentos das leis e exercido por juízes e magistrados).
O iluminismo foi um movimento de idéias que teve origem no século XVII e se desenvolveu especialmente no século XVIII.
Os três princípios básicos do ideário iluminista podem assim ser decodificados.
Os iluministas defendiam um Estado constitucional, ou seja, a existência de uma autoridade nacional central com poderes bem definidos e limitados e uma ampla margem de liberdade civil. Entre os partidários de um Estado constitucional de poderes limitados está o inglês John Locke (1632-1704), considerado pai da teoria da politica liberal ou do liberalismo político.
O francês Denis Diderot (171301784), por sua vez, contestou violentamente o absolutismo real e apontou elementos para a constituição da sociedade civil democrática moderna. Esses filósofos, que se tornaram conhecidos como enciclopedistas, sofreram fortes pressões do governo e da igreja. O clero Frances proibiu a circulação da Enciclopédia, que contava com a contribuição de importantes intelectuais da época como Jean-Jacques Rousseau e Voltaire.
Voltaire afirmava que todos os homens são dotados pela natureza do direito à liberdade, à propriedade e à proteção das leis.
O barão de Montesquieu achava que o despotismo era o regime político apropriado aos países com vastos territórios, a monarquia limitava constituía o ideal para o tamanho médio e a república representava a forma de governo mais adequada aos países pequenos.
Jean-Jacques Rousseau defendia a tese de que os homens viviam, primordialmente, em estado natural, porem conceituava esse estado de modo diferente do que de Locke.
Immanuel Kant conciliou as correntes de pensamento empirista e idealistas. Para Kant, a soberania pertencia ao povo.
Os pensadores do século XXIII pregaram essencialmente o fim da intervenção do Estado na vida particular doa indivíduos e na vida pública. Esse grupo ficou conhecido como a Escola fisiocrata de teoria econômica.
Adam Smith afirmava que o trabalho produtivo, e não a agricultura era a verdadeira fonte de riqueza.
David Ricardo defendeu a ideia de que todas as tentativas de aumentar o ganho real dos trabalhadores são inúteis, uma vez que os salários sempre permanecerão próximos ao nível de subsistência.
Thomas Matos afirmava que pelo qual o crescimento da população tende sempre a superar a produção de alimentos o que torna necessário o controle da natalidade.
John Stuart Mill defendeu a limitação do crescimento populacional e a criação de cooperativas, entre outras medidas, para minorar os efeitos das contradições do capitalismo, sistema que, segundo ele, condenava as classes trabalhadoras a uma existência miserável.
Desse modo, na Europa no século XVIII, surgiram regimes políticos associados ao despotismo esclarecido. Caracterizam-se por utilizar os ensinamentos propostos pelas teorias iluministas, mas sem abrir mão do absolutismo na prática política.
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"Criamos a época velocidade, mas nos sentimos enclasurados dentro dela.A máquinas, que produz abundância,tem-nos deixados em penúria,nossos conhecimentos fizerm-nos cáoticos,nossa inteligencia emperdenidos e crueis.
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas precisamos de humanidade. Mais do que de inteligencia ,precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violencia e tudo será perdido."
CHARLE CHAPPLIN (O GRANDE DITADOR)




