A colonização da America inglesa
Os Estados Unidos sempre foram vistos como um novo Eldorado. Essa identificação deu origem, ao longo dos séculos, a importantes movimentos migratórios. Hoje são a vez os hispânicos- ainda que muitas populações de origem mexicana tenham ingressado nos Estados unidos em 1848, com a assinatura do Tratado Guadalupe Hidalgo, que cedeu aos Estados unidos os atuais Estados da Califórnia, Arizona, parte do Colorado, Nevada, Novo México, Texas e Utah.
Anterior à própria existência dos Estados Unidos, essa forte onda migratória transformou um vasto território, habitado por sioux, cheyennes, comanches e muitos outros povos em uma nova nação.
Em 1620, algumas famílias deixaram a Inglaterra a bordo de um barco denominado Mayflower e buscaram do outro lado do Atlântico não uma “Terra Santa” já edificada, mas uma nova Terra Prometida, a ser santificada à custa de suor e devoção. Essas famílias, provenientes de pequena burguesia, de artesãos, comerciantes, camponeses e pequenos proprietários rurais seguiram as doutrinas de Calvino, nas quais a religiosidade se mescla ao trabalho honesto, à poupança e à busca do lucro.
Os puritanos vieram para o Novo mundo por sua própria iniciativa e às próprias custas, fugindo das autoridades que os perseguiam por motivos políticos e religiosos. Mas a Inglaterra estava atrasada em relação a outras nações. Em 1485, quando Henrique Tudor se rei, Portugal avançava pela costa africana rumo às Índias e a Espanha se preparava para expulsar definitivamente os mouros da península.
O desenvolvimento agrícola e manufatureiro intensificou o processo de “cercamento dos campos” para expandir a criação de ovelhas para atender às necessidades de produção Têxtil. Para se obterem novas terras agrícolas, também foi empreendida a drenagem em larga escala dos pântanos. Essas medidas beneficiavam os ricos e rendiam taxas para o governo, mas prejudicavam os ocupantes pobres das terras comunais e os moradores dos pântanos.
A população mais pobre sonhava com uma vida melhor, na America ou nas Ilhas Britânicas.
A fundação das Treze Colônias
O fluxo migratório britânico do século XVII estendeu- se além das fileiras pequena-burguesia dos puritanos, abrangendo elementos da nobreza e das camadas populares. Os ingleses eram a grande maioria, mas também houve imigrantes holandeses, suecos e de outros países europeus que, em conjunto, correspondiam a uns dez por cento da população.
Essa gente construiu, na América inglesa, as chamadas TREZE COLÔNIAS. Eram núcleos separados, marcados por uma forte individualidade que mais tarde, ao se formar a república norte-americana, estaria na base do conceito dos “Direitos dos Estados”.
As diferenças entre as regiões
As colônias nortistas de Massachusetts, Connecticut, Rhode Island e New Hampshire correspondiam à Nova Inglaterra, uma região cujas características não se enquadravam nos princípios mercantilistas de exploração.
Nelas desenvolveu-se uma sociedade cheia de dinamismo, com os ricos comerciantes urbanos no topo da pirâmide, seguindo-se os pequenos proprietários rurais, os comerciantes, os artesãos e trabalhadores braçais.
Os centros urbanos da Nova Inglaterra representavam o território ideal para a afirmação da ética protestante voltada para o trabalho.
Nesses territórios ocorreu uma bem-sucedida fabricação de navios, que teve um importante papel no chamado comercio triangular.
Bem diferente dos núcleos de Nova Inglaterra, as colônias meridionais- Virgínia, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Geórgia- ofereceram amplas possibilidades para a economia de exploração nos moldes mercantilistas. Durante muitos anos, o fumo constituiu o produto fundamental da economia sulista.
A presença do escravo africano mostrou-se indispensável para o desenvolvimento de uma sociedade marcada por forte desigualdade social.
As últimas colônias a surgir na América inglesa foram às centrais, localizadas entre a Nova Inglaterra e as colônias sulistas, numa área na qual já existiam núcleos criados por holandeses, franceses, alemães e suecos.
Autogoverno na América inglesa
A máquina político-administrativa estabelecida na América inglesa foi responsável por uma relativa autonomia política, em especial nas colônias do norte e do centro. Nos debates sobre os problemas públicos, cívicos a população ganhou a experiência do autogoverno.
A colonização francesa nas Américas
A França teve mais êxito na América do Norte- mas a rivalidade com a Inglaterra colocou em xeque sua soberania sobre um extenso território que se estendia do Canadá ao Golfo do México.
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"Criamos a época velocidade, mas nos sentimos enclasurados dentro dela.A máquinas, que produz abundância,tem-nos deixados em penúria,nossos conhecimentos fizerm-nos cáoticos,nossa inteligencia emperdenidos e crueis.
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas precisamos de humanidade. Mais do que de inteligencia ,precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violencia e tudo será perdido."
CHARLE CHAPPLIN (O GRANDE DITADOR)




